23.4.06 

Deusa Pop



Tive a sorte de assistir ao documentário "I'm Going To Tell You a Secret" sobre a turnê "Re-Invention Tour", da maior cantora-diva-pop-star-ever Madonna. Apesar de não gostar muito de "American Life", disco-base da turnê, o documentário mostra trechos de um show caprichado e uma Madonna mais generosa, menos egocêntrica e mais conectada com uma energia superior, fruto de sua dedicação aos ensinamentos da Cabala. "I'm Going To Tell You a Secret" tem duas horas e exibe trechos dos bastidores dos shows e de seu relacionamento com um staff de bailarinos e assistentes, de sua vida em família e de sua forma de ver e de estar no mundo. O documentário só faz confirmar o que já foi dito milhares de vezes: Madonna é a maior artista pop viva de todos os tempos por causa de sua competência e criatividade para se reinventar a todo instante. Recentemente comprei o DVD da turnê "Drowned Tour", que divulga o CD "Music". Ela transita por vários gêneros de música e dança: consegue, por exemplo, recriar no palco um clima de rock´n´roll, lutas japonesas (ao estilo de "O Tigre e o Dragão") e música country (cantando Don´t Tell Me, a melhor música do show, na minha opinião) em um só espetáculo. Mas apesar de tanta (re)inventividade, "Drowned Tour" não chega aos pés da antológica turnê "The Girlie Show", que divulgou basicamente os discos "Erotica" e "Ray of Light". Espero ansiosa pelo DVD de sua próxima turnê, que divulga o repertório do novo CD, "Confessions On a Dance Floor", principalmente porque o disco em si já é um show e porque li na Folha que Madonna pretende recriar no palco o clima do Studio 54, casa noturna que simbolizou os anos 70 em Nova York.

20.4.06 

Beatboy

Já ouvi várias vezes algumas pessoas dizendo que não apreciam música eletrônica porque não é música "de verdade" e porque não é executada por instrumentos "de verdade". É uma discussão muito ampla, mas é importante registrar aqui que os sintetizadores e as groove boxes são instrumentos musicais, só que demandam técnicas diferenciadas e que o único instrumento musical natural é a voz. Questão de gosto não se discute, mas em função desse argumento, eis um bom motivo para quebrar os paradigmas e apreciar este cara que produz batidas e texturas de estilos de música eletrônica através da voz.

19.4.06 

Filmes que valem a pena

Breves comentários sobre filmes recentes:

2046 - Segredos do Amor - Melhor filme do ano até agora. Soube que o processo produtivo do diretor, Kar Wai Wong, é caótico, desordenado. Que assim seja se o resultado for uma plasticidade e uma narrativa tão brilhantes. Saí da sala do cinema com sentimentos de melancolia, pelas dificuldades e obstáculos encontrados pelo protagonista em vivenciar o amor de uma forma plena; e de contemplação, pela fotografia, roteiro e montagem. Gostaria de ganhar de presente um daqueles vestidos chineses que compõem o melhor figurino do ano até agora, na minha opinião. O diretor traduz de uma forma bela e singular o modo como o protagonista vai ao futuro - 2046 - para tentar encontrar algo que ficou no passado.

O Plano Perfeito - Apesar de Inside Man ter uma veia mais comercial (e não há nenhum mal nisso), Spike Lee continua firme e forte ao discutir a temática do racismo contemporâneo em meio a uma trama genial. Ótimo elenco, e trilha sonora. Vez em quando eu me pego cantando o refrão de "Chaiyya Chaiyya Bollywood Joint".

A Era do Gelo - Esse comentário é extremamente pessoal por causa dos meus gatos. Depois do filme, passei a chamar a Kiki de Mani - o mamute do filme, e Antônio Carlos de esquilinho. Eles são quase iguais aos personagens em temperamento e layout. Fora isso, só posso dizer que vale a pena assistir ao filme porque é uma história deliciosa.

28.2.06 

HASH(0x9037ddc)
ELIZABETH BENNETT of "Pride & Prejudice"
The whole world will be yours someday. Your

stubborn spirit can be maddening but your

friends and lovers will respect your idealism

and high spirits. You've bewitched them body

and soul.


Which Best Actress Character Are You?
brought to you by Quizilla

16.2.06 



Ponto Final

Saí do cinema às pressas porque, logo em seguida, tinha que entrar em sala de aula. Cheguei à Faculdade tremendo, baqueada, com uma sensação de aperto no coração, sem compreender direito a razão de me sentir daquele jeito. Percebi que não tinha tido tempo suficiente para "digerir" toda a história de Ponto Final (Match Point), novo filme do Woody Allen. Esperava algo que girasse em torno de ironias, bom-humor e neurose, elementos que compõem a maioria dos filmes que assisti do cineasta.
Mas Ponto Final é um soco na barriga porque faz a gente refletir sobre a condição humana, sobre o amor e o pragmatismo, sobre o que é apenas um "capricho" e o que é realmente necessário para as nossas vidas, porque faz a gente pensar na parcela de "maldade" e "bondade" que compõe todo ser humano. É um filme, como eu posso dizer?, que corre nas veias.
O filme é genial também porque é bem amarrado, sofisticado (quando, por exemplo, faz referências ao clássico de Dostoiévski, Crime e Castigo, ou quando estabelece uma analogia entre a idéia do que é sorte e a bola na quadra de tênis ou ao anel jogado no rio Tâmisa pelo protagonista). Ao mesmo tempo consegue ser simples quando conta uma história de amor que termina de forma trágica.
É desnecessário contar aqui a trama, mas para quem quiser saber mais sobre o filme, pode ir aqui. Estou curiosa para ler a crítica da Contracampo, mas ainda não saiu. Sempre leio esse blog aqui, mas nesse caso, eu sou suspeita. ;)

 

Depois de tanto tempo parada, senti vontade de retomar a Galáxia por uma série de razões:
* Incentivada pela sociedade da qual faço parte, quero voltar a escrever sobre os filmes que assisto.
* Desejo criar um vínculo com meu objeto de pesquisa no doutorado. Embora as coisas ainda estejam um tanto obscuras, pesquiso algo em torno de blogs, teoria do Jornalismo, opinião pública e jornalismo online.
* Sou consumidora voraz de livros, jornais, revistas, internet e música; e gosto de compartilhar esse universo com outras pessoas.

28.5.04 

"Good luck, good bye..."

Rob Gordon, em High Fidelity

25.5.04 

Faces of Life in the Far North



Dica do Cris, título deste post e também nome da exposição fotográfica que registra as quatro estações do ano no Alaska.
É só clicar na galeria de fotos da Fuji para ver o espetáculo.

Nas pick-ups: Uma coletânea de samba-rock que um amigo fez pra mim, mais especificamente, Carolina, do Seu Jorge.
Nota 10.

19.5.04 

Livros

Uma das coisas que mais me dá prazer na vida é visitar lojas que vendem discos, livros e roupas de segunda mão. Este é um hábito que cultivo desde que me entendo por gente e desde que comecei a ter acesso a elas. Aqui em Salvador, costumo ir ao maior de todos os sebos - Brandão - e ao Berinjela (322-0247), que ficam próximos ao Pelourinho.
Toquei no assunto porque esta semana comprei um livro no Berinjela sobre a história da filosofia, que veio na coleção de Caras. Livro muito bom e didático, por sinal. Foi comparando-o ao insuportável O Mundo de Sofia que percebi que não gosto de ler ficção que tenta explicar fenômenos ou idéias baseadas em fatos reais. Fica difícil saber o que é realidade e o que é ficção e o leitor acaba se confundindo. Outro exemplo que ilustra bem esse meu sentimento é o engodo A Profecia Celestina (quem diabos teve a idéia de publicar aquele livro?).
Poderia levantar algumas hipóteses sobre isso:
* O velho hábito de ler livros acadêmicos está me bitolando (o que não creio).
* Os livros citados acima são mal escritos mesmo e eu dei azar, mas esta constatação não pode ser vista como uma regra, tanto é que eu amei o livro Quando Nietzsche Chorou. Misturando ficção e realidade, o livro conta a história do nascimento da psicanálise, misturando-a às idéias do filósofo. A diferença é que no épílogo, o autor distingue fatos verídicos dos fictícios.
Totalmente recomendável, por sinal.

15.5.04 

Feliz da vida

Parece blasfêmia, afinal, o país está em recessão e os empregos estão cada vez mais difíceis, mas é a primeira vez que fico feliz por ser demitida da escola de inglês onde trabalhava. Eles precisavam de pessoas mais disponíveis e meus horários estão todos tomados durante a semana. O melhor mesmo é que, depois de seis anos, não estou mais trabalhando aos sábados. Engraçado que depois da demissão, os coordenadores das faculdades me ofereceram mais turmas. Fechou-se uma janela, mas abriram-se várias portas.
:)

E viva a qualidade de vida.